JOSÉ FERNANDO PEIXOTO DE AZEVEDO

ESPETÁCULOS EM CIRCULAÇÃO

As Mão Sujas (2019)

História Natural do Amor (2019)

Navalha na Carne Negra (2018)

Galpão de Esperas (em produção)

Nora Black (em produção)

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José Fernando Peixoto de Azevedo mexe com teatro, cinema e filosofia. Tem escrito e dirigido peças e filmes, atuado como professor de teorias e história do teatro, dramaturgia e atuação, e feito incursões pelo universo da curadoria. É professor e atualmente diretor da Escola de Arte Dramática e orientador  no Programa de Pós-graduação em Artes Cênicas da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo, onde também ministrou aulas no Departamento de Cinema.  Colaborou ainda na área de dramaturgia da SP Escola de Teatro. É doutor em filosofia, com tese sobre o teatro de Bertolt Brecht, sob orientação de Paulo Eduardo Arantes, pelo Departamento de Filosofia da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP, onde graduou-se. Antes, estudou cinema na FAAP. Entre 1997 e 2016, foi diretor e dramaturgo do Teatro de Narradores, grupo por ele fundado e em cujo contexto realizou uma trajetória a um só tempo de formação e estabelecimento de uma perspectiva de trabalho que ganhou forma em encenações como Mercado de Fugas (2000), Nossa Casa de Boneca (2005), A resistível Ascensão de Arturo Ui (2003 e 2013), Retrato Calado (2013) e o ciclo Cidades – Cidade Desmanche (2009), Cidade Fim Cidade Coro Cidade Reverso (2011), Cidade Vodu (2016). A experiência social brasileira e sua posição no mundo, a partir de uma visada dialética que inscreva a prática artística nos processos de configuração de tal experiência, definem, em parte, sua perspectiva de trabalho, fazendo imbricar teatro e cinema na materialidade da cena, voltando sempre a uma aliança com Brecht e Glauber Rocha, referências decisivas. Mas foi o encontro com a obra de Pier Paolo Pasolini, do qual resultaram dois trabalhos – Pílades (2010) e Estamos todos em perigo (2016), este último também como performer – que uma inflexão se deu em seu programa de trabalho, refletindo sobre outras formas de interrogar sobre o processo de modernização conservadora no Brasil. Programa que já vinha se redimensionando a partir do encontro com o grupo Os Crespos, quando aquela dimensão social passa a ser perspectivada, agora de maneira também programática,  pela interrogação sobre as relações entre classe e raça. Com Os Crespos escreveu e dirigiu Ensaio sobre Carolina e Além do Ponto; escreveu ainda Carta a Madame Satã ou me desespero sem notícias suas e supervisionou a encenação de Alguma coisa a ver com uma  missão. Esse programa segue em encenações como Navalha na carne negra (2018),  As mãos sujas (2019) e História natural do amor (2019). Teve trabalhos indicados e contemplados por diversos prêmios e programas de financiamento, como o Programa de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo, Prêmio Cooperativa Paulista de Teatro, Prêmio Shell, Prêmio APCA, e seus trabalhos têm integrado a programação de diversos festivais pelo país. Como curador, tem atuado em diversos contextos institucionais, como Festivais e Mostras (MITsp e FIT Rio Preto, por exemplo).    Seu filme Também é sobre isto está em fase de conclusão, enquanto prepara o roteiro de Extinção. Em resumo: No português falado no Brasil, dizer “ali está um corpo” quer dizer “ali está um cadáver”. Se é assim, o que faz de um corpo um sujeito? O que ainda pode a arte fazer dos corpos, com os corpos?